Os grãos de café verde defeituosos e a fina película vermelha que envolve o amendoim acabaram de se tornar os maiores aliados de quem não abre mão de consumir açúcar. A partir de extratos obtidos desses resíduos agroindustriais, pesquisadores vinculados à Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS) desenvolveram uma sacarose de cana-de-açúcar que é absorvida mais lentamente pelo organismo, reduzindo o índice glicêmico sem alterar o sabor.
Como funciona
Extratos de café verde e amendoim: os compostos antioxidantes desses resíduos são incorporados aos cristais de sacarose;
Absorção mais lenta: a sacarose cocristalizada demora mais para ser absorvida, reduzindo o pico de glicose no sangue;
Sabor preservado: a inovação reduz o índice glicêmico sem alterar o sabor do açúcar.
O ensaio clínico
25 voluntários participaram do estudo ao longo de seis semanas;
A mistura dos dois extratos reduziu significativamente o índice glicêmico da sacarose;
O índice passou de médio para baixo, segundo os testes preliminares.
A mistura dos dois extratos reduziu significativamente o índice glicêmico da sacarose, de médio para baixo. — Pesquisadores da PBIS.
Patente e licenciamento
O produto, desenvolvido em cristais para a indústria alimentícia, teve registro de patente depositado no Inpi;
Será oferecido como pacote tecnológico para licenciamento à indústria;
Segue um modelo de inovação aberta adotado pela PBIS.
O que isso significa
Para a indústria alimentícia: um ingrediente com apelo saudável que pode ser usado como substituto da sacarose convencional;
Para o consumidor: uma opção de açúcar com menor impacto glicêmico, relevante para quem busca controlar a glicose;
Para o agro: o reaproveitamento de resíduos (café defeituoso e película de amendoim) agrega valor e sustentabilidade à cadeia produtiva.