A desaceleração da safra de verão e o início ainda moderado da safra de inverno provocaram redução na oferta de tomate e elevaram os preços nas principais centrais atacadistas brasileiras.
Segundo avaliação do Cepea, a alta foi puxada pela menor oferta em um momento de transição entre o fim da safra de verão e o começo da safra de inverno.
O mercado brasileiro de tomate registrou nova pressão sobre os preços diante da redução da oferta nas principais regiões produtoras e atacadistas do país. O movimento ocorre em um momento típico de transição de safra, quando a produção de verão perde força e a safra de inverno ainda entra no mercado de forma limitada.
Dados do Cepea mostram que, na semana analisada, o tomate longa vida 3A apresentou valorização expressiva nas principais praças. Em São Paulo, a caixa foi comercializada a R$ 138,13, com alta de 38,7%. No Rio de Janeiro, o valor chegou a R$ 129,41, avanço de 16,3%. Em Campinas, a cotação atingiu R$ 150,71, aumento de 27,9%. Já em Belo Horizonte, a caixa foi negociada a R$ 122,31, com valorização de 18,4%.
Segundo avaliação do Cepea, esse movimento foi motivado pela desaceleração da safra de verão e pela oferta ainda modesta da safra de inverno, que começou com produtividade mais baixa. Essa combinação reduziu o volume disponível e pressionou as cotações nos entrepostos.
No campo, algumas regiões começaram a sinalizar recuperação da oferta. Paty do Alferes (RJ) e Araguari (MG) já apresentavam frutos de boa qualidade, enquanto Sumaré (SP) iniciava a colheita. Em contrapartida, Caçador (SC) caminhava para o encerramento da temporada, o que restringiu ainda mais a oferta em circulação.
Perspectivas para o abastecimento
Para o setor hortigranjeiro, o comportamento do tomate reforça como o abastecimento continua fortemente dependente do escalonamento regional da produção. Se a colheita de inverno ganhar ritmo nas próximas semanas, a expectativa é de maior equilíbrio no mercado. Até lá, a oferta seguirá ajustada e sujeita a oscilações de preço.