A semeadura da soja para o ciclo 2026/27 avançou nas principais regiões produtoras do Brasil, mas o ritmo segue contido pelo calor intenso e pelas chuvas irregulares no Centro-Oeste. Segundo a Conab, a soja alcançou 0,5% da área semeada no país, com o avanço condicionado pelas condições de umidade do solo.
O cenário por estado
- Mato Grosso: plantio em 0,6% das áreas, ocorrendo principalmente em áreas irrigadas. A semeadura está 0,1% atrasada em relação ao mesmo período do ano passado;
- Mato Grosso do Sul: 1% das áreas plantadas — o plantio iniciou em 16 de setembro, com condições favoráveis em quase todo o estado;
- Paraná: 2% das áreas plantadas, com regiões iniciando os trabalhos.
O problema climático
- Chuvas irregulares — insuficientes para reverter o baixo armazenamento hídrico do solo;
- Calor intenso no Centro-Oeste — máximas de até 42°C, dificultando o plantio;
- Previsão de chuva: 40 a 50 mm em Mato Grosso do Sul nos próximos dias, que podem ajudar a melhorar as condições.
O plantio ocorre principalmente em áreas irrigadas, enquanto o avanço no sequeiro permanece contido pela irregularidade das chuvas. — Projeto Soja Brasil.
O que isso significa para o produtor
- Planejamento: o calendário de plantio precisa acompanhar as previsões regionais de chuva;
- Sequeiro x irrigado: áreas irrigadas avançam mais rápido, enquanto o sequeiro depende da regularização das chuvas;
- Risco climático: o calor extremo (até 42°C) aumenta o risco de estresse hídrico nas lavouras recém-plantadas.
O que esperar
Com a previsão de chuvas em Mato Grosso do Sul e a chegada das águas nas próximas semanas, o plantio tende a ganhar ritmo. Acompanhar os boletins da Conab e do Projeto Soja Brasil é essencial para o produtor decidir o melhor momento de semear.